Salvador Dali, tinha mesmo nome de seu irmão mais velho falecido e sua mãe ia ao cemitério duas vezes por semana, dizendo era menino tão bem-comportado, um anjinho morto e enterrado. Salvador vendo aquilo, resolveu pintar sessenta e quatro vezes o “ângelus” de Milett, cópias a sua maneira, do célebre quadro “O ângelus Vespertino”, um camponês e sua mulher de mãos postas, cabeças baixas rezam em um campo de trigo diante de um cesto de batata.
Quando,
ele passou o quadro de Millet, descobriu, sob o cesto de batas, a mágoa do
pintor, que quando quis expor seu quadro com a criança morta, um amigo
aconselhou a mudar por ser muito triste e difícil de vender.
Dali
Reflete:
Parte do livro: Meus antepassados
Anne Ancelin S.
Inconscientemente
Dali, trabalhou sua mágoa na arte constelando sua dor e a sincronicidade veio
de encontro com seu inconsciente, limpando seu campo e dando-lhe nova vida, mas
ao mesmo tempo incluindo e não excluindo seu irmão, em constelação precisamos
excluir para podermos ter uma vida com mais fluidez e respeitar e dar lugar ao
que vem antes e ao trabalhar na pintura seus sentimentos trouxe para consciente seu "caos" e constelou para dar novos significados para seu processo de individuação.
O
texto, mostra um encontro de várias técnicas com mesmo objetivo constelar
nossas profundas mágoas, que por vezes verbalmente não conseguimos, mas
encontramos na arte sem palavras e por meio de imagens o que necessitamos
transmutar....
Namastê!
Prof.
Ivanice Rodrigues
Psicopedagoga/Arterapêutica
sistêmica, Psicanalista

